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Um guia simples dos tempos determinados

A maioria das festas começa com uma decisão: alguém escolheu uma data, e o mundo concordou em guardá-la. Os tempos determinados são diferentes. A Escritura chama-lhes moedim — uma palavra hebraica que significa tempos fixados, encontros marcados. Não são festas inventadas pelos homens, mas tempos que Deus determinou: encontros escritos no próprio ano, anunciados no quarto dia da criação, quando os luminares foram postos no céu «para sinais e para estações».

Este é um guia simples desses tempos determinados: como se chama cada um, o que assinala e onde cai no ano sagrado. Não é preciso erudição, nem decorar nada. Apenas o ano, pela ordem.

O sábado: o primeiro tempo determinado

Antes de qualquer festa anual há uma festa semanal. Quando a Escritura enumera os tempos determinados, o sábado vem primeiro: o sétimo dia, separado desde o princípio como dia de descanso.

No ano sagrado de 364 dias — uma contagem preservada em fontes antigas — o sábado tem uma propriedade notável: nunca se desloca. 364 dias são exatamente 52 semanas, por isso o sétimo dia cai sempre no mesmo lugar, ano após ano. Não aproximadamente. Exatamente. A semana não é uma aproximação posta sobre o ano: é o próprio tecido do ano. E como cada tempo determinado guarda o seu lugar nesse tecido, cada festa cai no mesmo dia da semana, todos os anos.

As festas da primavera: Páscoa, Pães sem Fermento e Primícias

O ano sagrado abre-se no equinócio da primavera, e o seu primeiro mês reúne três tempos determinados muito próximos entre si.

A Páscoa cai no décimo quarto dia do primeiro mês. Assinala a noite da libertação: o cordeiro, as ombreiras, a saída do Egito. É a mais antiga das festas anuais e a âncora de toda a estação da primavera.

Os Pães sem Fermento começam no dia seguinte e duram sete dias. Recordam a pressa daquela partida — pão sem tempo para levedar — e levam a libertação ao longo de uma semana inteira.

As Primícias caem dentro dessa semana, no dia seguinte ao sábado. Assinalam o primeiro molho da nova colheita, apresentado antes de o resto ser recolhido: o primeiro daquilo que ainda está para vir.

A Festa das Semanas: uma festa a que se chega contando

A partir das Primícias, contam-se sete semanas — cinquenta dias — e chega-se à Festa das Semanas. Muitos conhecem-na pelo nome grego, Pentecostes, que significa simplesmente «quinquagésimo».

Assinala a plenitude da primeira colheita: o que começou como um único molho tornou-se uma seara recolhida. Entre os tempos determinados, é a única a que se chega contando — uma festa para a qual se caminha, semana a semana, até chegar o quinquagésimo dia.

As festas do outono: Trombetas, Expiação e Tabernáculos

Depois do longo verão, o sétimo mês reúne outros três tempos determinados, tal como fizera o primeiro. A primavera abriu o ano; o outono trá-lo para casa.

O Dia das Trombetas abre o mês, no seu primeiro dia. É um dia de som: um chamado a despertar, a reunir, a atentar — anunciando a estação solene que se segue.

O Dia da Expiação cai no décimo dia. É o dia mais solene do ano: um dia de quietude e de exame do coração, de aflição da alma e de purificação.

Os Tabernáculos começam no décimo quinto dia e duram sete dias, com um oitavo dia de santa convocação a encerrar a estação. Recordam os anos do deserto, vividos em abrigos passageiros, e celebram a recolha: toda a colheita finalmente em casa. É a festa mais alegre do ano, e a sua última grande estação.

Um calendário de festas que nunca se desloca

Lidos numa lista, os tempos determinados podem parecer muito para reter. Vividos num ano, tornam-se simples — porque um ano fixo os segura no lugar por si.

No Day 4, as Festas apresentam cada tempo determinado ao longo do ano sagrado, em linguagem simples: o que é, quando cai e porque importa. O Calendário mostra cada festa no seu lugar, ao lado das suas datas do dia a dia, para que as duas contagens nunca se percam de vista. E o Hoje vigia o que se aproxima: o próximo sábado, a próxima festa e a que distância está. Como o ano tem exatamente 52 semanas, nada se move. As festas bíblicas deixam de ser uma lista para decorar e tornam-se um ritmo para reconhecer.

Venha ver onde está o ano

Não é preciso guardar nada disto de cor. É esse o dom discreto de um tempo determinado: ele vem ao nosso encontro. O Day 4 está no iPhone e no iPad, no Android e na web, e abre-se gratuitamente: o devocional de hoje, a sua data sagrada e o próximo sábado, sempre. As festas já estão nos seus lugares. Venha ver qual está mais perto.

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